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Andropausa e Menopausa – As consequências da queda hormonal em homens e mulheres

28 de novembro de 2020

Após uma determinada faixa etária, o declínio na produção hormonal em homens e mulheres é responsável por uma série de alterações corporais. Vamos conhecer melhor sobre a Menopausa e a Andropausa?

 

Nas mulheres, a MENOPAUSA 

Durante o climatério e a Menopausa, o organismo da mulher deixa de produzir, gradualmente, os hormônios sexuais femininos, como o estrogênio e a progesterona, o que pode provocar diversas mudanças no corpo. Geralmente, esse período se dá com a paralisação no fluxo menstrual da mulher, que pode ocorrer principalmente entre os 45 e 55 anos, e de forma espontânea ou cirúrgica (após a retirada dos ovários ou do útero).

 

As alterações mais comuns na Menopausa

 Enquanto algumas mulheres lidam bem com a chegada da menopausa, outras têm dificuldades ao enfrentar as mudanças que ocorrem no corpo. As principais alterações  que incomodam as mulheres são:

  • O ressecamento vaginal (secura);
  • O calor excessivo e sudorese noturna;
  • O ganho de peso;
  • A falta de sono (insônia);
  • E a diminuição da libido.

 

Além disso, outras mudanças intensas podem gerar consequências na saúde feminina, como  a perda de massa óssea e a tendência à osteoporose, o aumento do risco cardiovascular, a elevação do nível de colesterol, depressão e a redução do metabolismo. 

 

Como evitar os sintomas desagradáveis da Menopausa?

 A principal maneira de diminuir consideravelmente as consequências da menopausa é realizar a terapia de reposição hormonal. O tratamento visa devolver ao organismo, de forma controlada e com acompanhamento médico, os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona, a fim de amenizar, ou até reverter, os principais sintomas que incomodam algumas mulheres. 

É importante ressaltar que este tratamento deve ser feito de forma completamente individualizada, com uma profunda análise do médico, que levará em conta todas as características, exames e queixas do paciente e, posteriormente, escolherá a melhor forma de repor os hormônios necessários, considerando a dosagem e o tipo de hormônio ideal. 

 

Nos homens, a ANDROPAUSA 

Ao contrário das mulheres – que invariavelmente irão passar pela Menopausa – a Andropausa não afeta todos os homens. Estima-se que mais da metade do público masculino, cerca de 57%, nunca ouviu falar sobre o assunto no Brasil. 

Para quem não sabe, a andropausa, também conhecida como DAEM – Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino, é o período caracterizado pela diminuição na produção de testosterona e consequentemente, na menor circulação do hormônio no organismo dos homens à partir dos 40 anos. A Testosterona é o principal hormônio masculino, responsável pelo crescimento da próstata, de pelos e cabelos, e pelo desenvolvimento da massa muscular e massa óssea. Além disso, a Testosterona é importante para controlar os níveis de estresse e melhorar o bem-estar dos homens.

Tipos de Andropausa

Existem diferentes tipos de Andropausa: 

  • Andropausa primária: caracterizada por uma anormalidade dos testículos. Eles passam por uma redução de tamanho, o que ocasiona queda de produção de testosterona.
  • Andropausa secundária: causada pela alteração endócrina, no eixo hipotálamo-hipófise, glândulas importantes para a produção de testosterona.
  • Andropausa mista: tipo mais raro, em que ocorre a alteração de tamanho dos testículos e também a deficiência no eixo hipotálamo-hipófise.

As alterações mais comuns na Andropausa

Os sintomas mais comuns neste período são:

  • O cansaço ou fadiga;
  • O ganho de peso, especialmente de gordura abdominal;
  • A diminuição da massa óssea e muscular;
  • A diminuição das funções cognitivas;
  • A perda de libido;
  • A queda de cabelo e redução dos pelos corporais;
  • Mudanças de humor;
  • E a disfunção erétil.

 

A Andropausa tem tratamento?

Assim como a menopausa, a Andropausa tem tratamento para controle dos sintomas desagradáveis. No caso dos homens, a reposição hormonal pode ser feita com o uso de adesivos, gel, comprimidos ou injeções.

É importante ressaltar que a quantidade de hormônios utilizada e a periodicidade da reposição devem ser indicados por um médico, após avaliação de cada caso. O diagnóstico da andropausa deve ser feito por um endocrinologista, por meio de exames específicos e da consulta clínica. 

 

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