pesquisar   I
Doenças
Diabetes tipo 1

O que é?
O Diabetes tipo 1 ocorre quando a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, devido a destruição autoimune de suas células. A insulina é responsável por levar o açúcar do sangue às células, onde a glicose é estocada e usada como fonte de energia. O pâncreas de quem tem Diabetes tipo 1 não consegue produzir esse hormônio, em decorrência de um defeito do nosso sistema imunológico, que faz com que anticorpos ataquem as células que produzem a insulina.
Cerca de 5 a 10% dos pacientes com diabetes possuem o tipo 1, sendo que a maior parte dessas pessoas é diagnostica na infância ou adolescência. A causa da doença está relacionada, principalmente, à herança genética, mas pode ter relação com outros fatores, como infecções.
Os principais sintomas da doença são a vontade de urinar diversas vezes ao dia, fome frequente, perda de peso, fraqueza, mudanças de humor, sede constante entre outros. Na Diabetes tipo 1, os sintomas costumam se instalar rapidamente, diferente da Diabetes tipo 2, na qual os sinais aparecem aos poucos. O Diagnóstico da patologia pode ser feito por meio de três exames: a Glicemia de jejum, que mede o nível de açúcar no sangue em determinado momento; a Hemoglobina Glicada, que mostra a média de concentrações de glicose no sangue nos últimos meses; e a Curva Glicêmica, que mede a velocidade com que o corpo consegue absorver a glicose após a ingestão.

Como tratar?
Para o tratamento correto do diabetes tipo 1, os pacientes devem manter hábitos saudáveis, como alimentação correta, acompanhada por um nutricionista, e a prática de exercícios físicos. As pessoas que têm a doença devem evitar os açúcares simples presentes nos doces e alguns carboidratos, como massas e pães, já que esses alimentos possuem um índice glicêmico muito alto. Além disso, o controle da glicemia e a aplicação da insulina são fundamentais. Todos os portadores de diabetes tipo 1 precisam tomar insulina diariamente, sendo que a medicação é aplicada no tecido subcutâneo, logo abaixo da pele. É necessário o autoexame para verificar a glicose em casa, com o auxílio de um glicosímetro, dispositivo que mede a concentração exata de glicose no sangue.

Diabetes tipo 2

O que é?
O diabetes tipo 2 é uma doença que afeta a forma como o organismo metaboliza a glicose. Ao contrário dos pacientes acometidos com diabetes tipo 1, as pessoas com diabetes tipo 2 conseguem produzir a insulina, mas tendem a criar uma resistência a este hormônio, fazendo com o corpo não responda da forma como deveria à ação da insulina. É possível também que alguns pacientes diabéticos do tipo 2 não produzam a quantidade suficiente de insulina para suprir as demandas do seu corpo. Qualquer pessoa pode ter diabetes tipo 2, mas algumas condições aumentam o risco, como a obesidade e o sobrepeso, histórico familiar, o sedentarismo, a hipertensão, o consumo elevado de álcool e triglicerídeos, entre outros.
Geralmente, as pessoas não apresentam sintomas aparentes no inicio da doença. Os primeiros sinais, que podem aparecer após anos, são: feridas que não cicatrizam, vontade de urinar constante, formigamento nos pés, alterações na visão, infecções frequentes, fome e sede constantes.
O Diagnóstico da patologia depende dos mesmos exames da Diabetes tipo 1: a Glicemia de jejum, que mede o nível de açúcar no sangue em determinado momento; a Hemoglobina Glicada, que mostra a média de concentrações de glicose no sangue nos últimos 3 meses; e a Curva Glicêmica, que mede a velocidade com que o corpo consegue absorver a glicose após a ingestão.

Como tratar?
Para tratar o tipo 2 da Diabetes, é preciso baixar os níveis de glicose no sangue do paciente e tomar cuidado com possíveis complicações. A prática de atividade física, sempre com o acompanhamento multidisciplinar, é essencial no tratamento da doença, para ajudar a manter os níveis de açúcar no sangue controlados. Assim como no tipo 1, as pessoas acometidas pelo diabetes tipo 2 devem evitar os açúcares e carboidratos simples, devido ao alto índice glicêmico destes alimentos. Manter hábitos saudáveis, cortando o cigarro e evitando bebidas alcoólicas também é altamente recomendado para os pacientes diabéticos.
As medições de glicose no sangue são realizadas regularmente, com o auxílio de um glicosímetro. Existem várias opções de medicamentos para os diabéticos do tipo 2. No entanto, Somente um médico endocrinologista poderá avaliar e dizer qual o medicamento mais indicado para cada caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

Diabetes Gestacional

O que é?
O Diabetes Gestacional é uma doença caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, durante a gravidez. Geralmente, a patologia se cura logo após o parto. No entanto, as pacientes que já tiveram correm maior risco de desenvolver o diabetes tipo 2. As causas deste tipo de Diabetes ainda não foram totalmente esclarecidas. Sabe-se que, durante a gravidez, é normal a placenta produzir hormônios que dificultam a ação da insulina nas células. Quando há a Diabetes Gestacional, o pâncreas não é capaz de vencer esta resistência imposta à insulina e ocorre aumento do açúcar no sangue em um nível que pode afetar o desenvolvimento e bem estar do bebê, além de aumentar os riscos de complicações para a mãe.
A doença geralmente não apresenta sintomas, por isso é tão importante um acompanhamento e a realização de exames periódicos durante toda a gravidez. O Diabetes Gestacional normalmente é diagnosticado entre a 24ª e 28ª semanas de gravidez, quando a resistência à insulina tende a atingir seu pico. Os exames realizados para o diagnostico são: a Glicemia de jejum, que mede o nível de açúcar no sangue em determinado momento e a Curva Glicêmica, que mede a velocidade com que o corpo consegue absorver a glicose após a ingestão.

Como tratar?
Para tratar o diabetes gestacional, é primordial fazer mudanças nos hábitos do dia a dia, como controlar a alimentação. Uma dieta saudável inclui frutas, legumes e grãos integrais e reduz a quantidade de carboidratos refinados, incluindo doces.
É muito importante monitorar os níveis de açúcar no sangue, diariamente. Em alguns casos, o médico especialista poderá receitar medicações, como a insulina, para o controle da doença.

Doenças da Tireoide

A tireoide é uma glândula localizada na parte inferior do pescoço, que tem papel fundamental na regulação de diversos processos metabólicos do corpo. Quando a tireoide para de funcionar corretamente, essa glândula pode produzir mais ou menos hormônios que o normal, ocasionando diversos distúrbios, como o Hipotireoidismo, o Hipertireoidismo, os nódulos de tireoide e o câncer de tireoide.

Hipotireoidismo

O que é?
O Hipotireoidismo ocorre quando a tireoide passa a produzir menos hormônios que o normal, o que gera um alentecimento metabólico. Apesar de ser mais comum em mulheres, principalmente nas fases da adolescência e menopausa, esse distúrbio pode acometer qualquer pessoa, independente do gênero ou idade.
Geralmente, o hipotireoidismo ocorre devido à doença de Hashimoto, patologia na qual o organismo produz anticorpos que atacam a tireoide, levando a redução da produção de hormônios. Os principais sintomas desta condição são a falta de energia, sonolência, ganho de peso, problemas intestinais e intolerância ao frio.

Como tratar?
O tratamento do Hipotireoidismo é realizado com a reposição medicamentosa dos hormônios da tireoide, a fim de que ocorra a correção completa de todos os sintomas. O uso da medicação regular, para manter os níveis de TSH dentro dos valores normais, permite aos pacientes que têm hipotireoidismo levar uma vida saudável e normal.

Hipertireoidismo

O que é?
Enquanto o Hipotireoidismo é a diminuição da produção de hormônios tireoidianos, o Hipertireoidismo consiste na disfunção que leva a superprodução hormonal, o que gera um aceleramento do metabolismo. Os principais sintomas da doença são: ansiedade, palpitação, agitação, tremores, suor em excesso e perda de peso.
São várias as causas que levam ao aumento da quantidade de hormônios da tireoide, como:

Doença de Basedaw-Graves:
Também chamada de Bócio Difuso Tóxico, trata-se de uma patologia auto imune, na qual a tireoide é estimulada por anticorpos a produzir mais hormônio.

Doença de Plummer:
Bócio Nodular Tóxico, ou Doença de Plummer acontece quando um nódulo na tireoide passa a produzir hormônios em excesso.

Hashitoxicose:
Nesta patologia a tireoide sofre uma destruição progressiva, causando a liberação de uma quantidade maior de hormônios para o sangue. Trata-se do inicio da doença de Hashimoto, principal causa de hipotireoidismo.

Ingestão de hormônios da tireoide:

Ocorre quando há a alta dosagem de ingestão hormonal.

Como tratar?
Existem vários tratamentos para o Hipertireoidismo, como os medicamentos antitireoidianos, a ingestão de iodo radioativo e, em alguns casos, a cirurgia de remoção da tireoide. Os medicamentos antitireoidianos tem a função de diminuir a quantidade de hormônio produzido pela tireoide. Nos casos em que for necessária a ingestão de iodo radioativo (pode ou não precisar de hormônio após), que leva à destruição da tireoide, e a cirurgia de remoção da glândula, os pacientes precisarão repor os hormônios tireoideanos, via pílulas, para o resto de sua vida, a fim de manter os níveis hormonais do organismo.

Câncer da tireoide

O que é?
O câncer da tireoide é considerado o mais comum da região da cabeça e pescoço, sendo que acomete em até três vezes mais as mulheres, segundo o INCA. São três os tipos de carcinomas: os chamados bem diferenciados (papilífero e folicular), os moderadamente diferenciados (medular) e os indiferenciados (anaplásico). Entre os principais sintomas da doença estão o aparecimento de um nódulo na tireoide, o aumento de tamanho dos gânglios linfáticos no pescoço e rouquidão frequente.

Como tratar?
Para tratar o câncer de tireoide é preciso realizar a cirurgia de tireoidectomia total ou parcial. Pode ser indicada, dependendo do caso, a complementação terapêutica com iodo radioativo.

Doenças da Paratireoide

As paratireoides são quatro pequenas glândulas, localizadas atrás da glândula da tireoide, na região do pescoço. As principais funções dessas glândulas é secretar o paratormônio (PTH), e ser responsáveis pelo equilíbrio do cálcio e manutenção da massa óssea do organismo.

Hipoparatiroidismo

O que é?
O Hipoparatiroidismo ocorre quando há a diminuição da produção do hormônio da paratireoide, ocasionando um défice do cálcio no sangue. Os sintomas da doença são: fraqueza, cãibras, sensação de formigamento e dormência, além de espasmos constantes.
A retirada das paratireoides durante cirurgias e as doenças autoimunes são as causas mais comuns da patologia.

Como tratar?
O tratamento da doença é feito com a administração de cálcio e vitamina D, via oral, a fim de normalizar os níveis de cálcio no sangue.

Hiperparatiroisdismo

O que é?
O Hiperparatiroisdismo ocorre quando há o aumento da produção de paratormônio, provocando a hipercalcemia, ou seja, o excesso de cálcio na corrente sanguínea. Geralmente, a patologia não tem sintomas. No entanto, algumas pessoas podem apresentar fraqueza, falta de apetite, náuseas, intestino preso, confusão mental, depressão, muita sede e muita vontade de urinar. Existem dois tipos de hiperparatireoidismo: primário ou secundário. No primário, a causa do excesso de hormônio da paratireoide é sempre diretamente na glândula, enquanto no secundário alguma outra doença faz com que as glândulas paratireoides trabalhem a mais.
O adenoma (tumor benigno) de uma das glândulas paratireoides, é a causa mais frequente do Hiperparatiroidismo. O aumento glândulas da paratireoide, ou a hiperplasia primária das paratireoides, também pode ser um fator desencadeante da doença.

Como tratar?
Para tratar o hiperparatiroidismo secundário é preciso saber qual o fator causador e eliminá-lo. O tratamento do hiperparatiroidismo primário geralmente é realizado por meio da cirurgia de extração de uma ou mais glândulas afetadas. Nos casos em que a causa da doença seja a hiperplasia das glândulas paratireoides, recomenda-se a extração de três delas e de parte da quarta, já que basta uma porção desta última para garantir a produção de níveis normais de paratormônio.

Doenças da Glândula adrenal

A glândula adrenal, também chamada de supra renal, é uma glândula endócrina situada acima dos rins. O nosso corpo possui duas glândulas adrenais, que são divididas em córtex (porção mais externa) e medula (parte interna). O córtex é responsável por produzir corticoesteróides (hormônios semelhantes à cortisona), enquanto a medula produz catecolaminas e outros hormônios, como a adrenalina. Quando alguma patologia compromete o funcionamento das glândulas adrenais, pode ocorrer o excesso ou a deficiência de algum de seus hormônios, acarretando alterações no organismo. Veja algumas das doenças que afetam as glândulas supra renais:

Feocromocitomas

O que é?
São tumores, normalmente benignos, encontrados na região medular da glândula adrenal. Este tipo de tumor é raro e, apesar de não ser maligno na grande maioria dos casos, pode existir o risco de desencadear a hipertensão potencialmente fatal.
Os sintomas mais comuns são sudorese excessiva, palpitações, ansiedade, tremor, dores abdominais e vômitos, além das alterações na sensibilidade da pele. 

Como tratar?
Para tratar o Feocromocitoma, primeiramente é preciso normalizar os níveis de catecolaminas, por meio de medicamentos. Após esta etapa, é realizada a cirurgia de retirada do tumor.

Hiperaldosteronismo Primário

O que é?
Hiperaldosteronismo primário é uma condição que ocorre quando as glândulas adrenais produzem o hormônio aldosterona em excesso. A aldosterona é responsável pelo equilíbrio dos níveis de sódio e potássio no corpo. Assim, o excesso deste hormônio contribui para a retenção do sódio no corpo, o que eleva a pressão arterial. A hipertensão arterial, quando não controlada, promove o risco de derrames, infartos e insuficiência cardíaca e renal.
As principais causas desta patologia são a hiperatividade de ambas as adrenais, o Adenoma, ou Síndrome de Conn (tumor benigno da glândula adrenal), fatores genéticos ou, em casos raros, o câncer de adrenal (produtor de aldosterona).

Como tratar?
O tratamento Hiperaldosteronismo primário depende da sua causa. Pode ser feito via medicamentos ou diuréticos especiais que bloqueiam a ação da aldosterona. Nos casos em que o tumor é a causa, geralmente é indicado o procedimento cirúrgico.

Insuficiência Adrenal

O que é?
A Insuficiência Adrenal ocorre quando o córtex da glândula adrenal não produz os hormônios esteroides de forma suficiente. As duas formas de Insuficiencia Adrenal são:

Primária: ou Doença de Addison. As glândulas adrenais não produzem o cortisol em quantidades suficientes, devido a uma doença autoimune.

Secundária: ocorre quando a hipófise não envia o sinal para as adrenais produzirem o cortisol. Geralmente esta condição acontece durante o uso de alguns medicamentos ou quando há tumores e infecções na região hipofisária. É a forma mais frequente de insuficiência adrenal.

Os sintomas da doença incluem fadiga, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento e náuseas.

Como tratar?
Trata-se a Insuficiência Adrenal com a reposição de glicocorticóides, para manter seus níveis normais no organismo. É importante lembrar que os pacientes portadores de IA devem levar sempre um cartão de identificação da doença para os casos de emergência.

Síndrome de Cushing

O que é?
Esta condição é causada pelo excesso de cortisol no organismo, provocando alterações físicas e mentais. O Cortisol é responsável por controlar o estresse, manter a pressão e função cardiovascular.
Existem dois tipos de Sindrome de Cushing: a exógena e a endógena. A primeira é causada pelo uso demasiado de corticosteroides, em forma de comprimidos, cremes ou injeções, enquanto na endógena o cortisol em excesso é produzido pelo próprio corpo. Uma das causas da síndrome de Cushing endógena pode ser a formação de tumores secretores nas glândulas adrenais ou hipófise.
Os principais sintomas desta patologia envolvem o ganho de peso, diabetes, hipertensão, osteoporose, pele frágil, estrias, depressão, excesso de pelos, fraqueza muscular e irregularidade menstrual.

Como tratar?
Para tratar a doença é preciso, primeiramente, saber a sua causa. Nos casos endógenos, a cirurgia para remover o tumor produtor do excesso de hormônio é o mais indicado. Também pode ser necessário fazer uso de medicações para controlar o hipercortisolismo.

Hiperplasia Adrenal Congênita

O que é?
A Hiperplasia Adrenal Congênita é uma condição genética das glândulas adrenais causada por um defeito nos genes que controlam a produção de algumas enzimas. Geralmente, a enzima afetada é a 21hidroxilase e, a falta desta enzima, aumenta a quantidade dos andrógenos, prejudicando a produção do cortisol e aldosterona no corpo.

A doença pode ser divida em dois tipos: clássica e não clássica, de acordo com o grau de deficiência da 21 hidroxilase:

Clássica (possui duas formas): HAC clássica perdedora de sal, em que a deficiência de 21-hidroxilase é mais severa, podendo ser grave e se manifestar com vômitos, perda de peso, desidratação e virilização nas primeiras semanas de vida. E HAC clássica virilizante simples, que é causada por uma deficiência moderada de 21-hidroxilase.

Não clássica: é a forma mais leve da doença, em que o cortisol e a aldosterona não apresentam quantidades muito reduzidas e não há perda de sal.

Como tratar?
O tratamento é feito logo após o nascimento e é necessário por toda vida, via medicação diária. O tratamento visa reduzir o excesso de androgênios e repor os hormônios cortisol e aldosterona.

Doenças da Hipófise

O que é?
A hipófise é uma glândula localizada na base do cérebro, responsável por produzir diversos hormônios, entre eles a corticotropina, o hormônio estimulante da tiróide, a foliculoestimulante e a luteinizante, que controlam a função de diferentes glândulas endócrinas. Quando não há o equilíbrio desta glândula, podem ocorrer algumas disfunções, como:

Hiperprolactinemia: quando há a produção em excesso de prolactina, que acarreta irregularidade menstrual (nas mulheres), infertilidade, redução da libido e impotência (nos homens), galactorréia (saída de leite pela mama).

Acromegalia: a Acromegalia resulta da produção excessiva do hormônio de crescimento. Quando ocorre na infância leva ao gigantismo. Em decorrência disto, a doença pode acarretar também diabetes, o aumento do coração, hipertensão e o aumento da tireoide.

Doença de Cushing: na doença ou Síndrome de Cushing é estimulada a superprodução de cortisol pelas glândulas adrenais, levando ao aumento de peso, afinamento da pele, estrias e etc.

Na maioria dos casos, as lesões da hipófise são causadas por adenomas (tumores benignos) que podem produzir hormônios em excesso ou não produzir nenhum hormônio. Os sintomas variam de acordo com a causa da doença. Nos casos das lesões funcionantes, ou seja, em que há a superprodução hormonal, o paciente pode apresentar vários sinais dependendo do hormônio que está sendo produzido em excesso. Quando não há nenhuma produção hormonal, no caso das lesões não funcionantes, a suspeita de lesão hipofisária é feita a partir de sintomas como cefaléia e alteração da visão.

Como tratar?
O tratamento das doenças da hipófise depende da sua causa. Como os tumores são as lesões mais comuns, a cirurgia é o procedimento mais indicado em boa parte dos casos. No entanto, em alguns tumores, o tratamento com medicamentos pode ser mais eficaz que a cirurgia. A radioterapia é outra opção que pode ser considerada para o controle do crescimento do tumor, nas situações em que os tumores são mais agressivos e invasivos.

Menopausa

O que é?
A menopausa é o período fisiológico em que são encerrados os ciclos menstruais e ovulatórios das mulheres. O início da menopausa só pode ser considerado após um ano do último fluxo menstrual, já que, durante esse intervalo, a mulher ainda pode menstruar.
Antes da menopausa ocorre o chamado climatério, período de transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva, no qual o organismo deixa de produzir, aos poucos, os hormônios estrogênio e progesterona. É nessa fase que os famosos sintomas da menopausa começam a aparecer: ondas de calor, insônia, variação de humor, falta de memória, ressecamento vaginal, ganho de peso e diminuição da libido e etc. Nesta fase da vida, é comum que as mulheres também sofram com a perda de cálcio dos ossos, além de serem propensas às doenças do coração e degenerativas do sistema nervoso.

Como tratar?
O tratamento da menopausa é feito por meio da chamada Terapia de Reposição Hormonal (TRH). Nela, são administrados os hormônios que o organismo deixou de produzir. As doses e os tipos hormonais devem ser analisados por um médico especialista e individualizados para cada mulher. O TRH é indicado para: o alívio dos sintomas da menopausa e melhora da sexualidade, entre outros. Existem algumas contraindicações do tratamento, como a presença de tumores que dependam de estrogênios, a trombose e algumas doenças do fígado.

Andropausa

O que é?
A andropausa é um tipo de disfunção nos homens, em que há o hipogonadismo ou a queda acentuada do hormônio masculino testosterona pelos testículos.
Os hormônios masculinos são produzidos nos testículos e uma pequena porção nas glândulas adrenais. A produção desses hormônios está diretamente ligada à integridade do sistema que integra o hipotálamo no cérebro e a glândula hipófise.
A andropausa apresenta alguns sintomas como alterações de humor, cansaço, diminuição da libido e disfunção erétil, além da perda óssea e de massa muscular. A doença pode aumentar o risco de incidência de problemas como a diabetes, obesidade, e hipertensão.

Como tratar?
A reposição hormonal é a principal forma de tratar a andropausa. É importante ressaltar que o tratamento de reposição da testosterona deve ser acompanhando e controlado, por meio de exames de sangue e outros exames para observar efeitos adversos.

Obesidade

O que é?
A obesidade é uma doença crônica, caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal. Geralmente, a obesidade é diagnosticada por meio do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), em que se divide o peso (em Kg) do paciente pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o resultado deve ficar entre 18,5 e 24,9. Se o valor for de 25,0 a 29,9 é considerado o sobrepeso, e acima de 29,9 o individuo é dado como obeso. Quando a obesidade se instala, com o acúmulo de gordura muito acima do normal, ela pode ocasionar diversos problemas de saúde, como a hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, entre outras.
As causas da doença são diversas. O excesso de gordura pode ter ligação com a genética ou estar relacionado com os maus hábitos alimentares. Além disso, a obesidade também pode ser causada por algumas disfunções hormonais.

Como tratar?
A principal maneira de tratar a doença é a mudança dos hábitos alimentares e a adoção de um estilo de vida menos sedentário. Com o apoio e acompanhamento médico especializado, os pacientes são instruídos para um tratamento com dietas individualizadas e a prática de atividades físicas.
Em alguns casos, faz-se o uso de medicamentos para contribuir no processo de mudança dos hábitos. É importante ressaltar que as medicações nunca devem ser usadas como única forma de tratamento. Algumas substâncias utilizadas atuam no cérebro e podem provocar algumas reações adversas, como: nervosismo, insônia, aumento da pressão sanguínea, batimentos cardíacos acelerados, boca seca e intestino preso. Por isso, é essencial o acompanhamento médico durante todo o tratamento.
Em pacientes com obesidade mórbida, que não obtiveram sucesso nos tratamentos anteriores, pode-se realizar a cirurgia bariátrica. São várias as técnicas de cirurgia para a redução de estômago: Banda Gástrica Ajustável, Gastrectomia Vertical, Bypass Gástrico e Derivação Bileopancreática. A escolha do melhor procedimento cirúrgico dependerá do quadro do paciente, do grau de obesidade e de demais doenças relacionadas.
É importante ressaltar que a melhor forma de diminuir o número de pessoas obesas é por meio da prevenção desta doença. Por isso, é necessário criar a conscientização na sociedade, sobre a importância dos hábitos saudáveis desde a infância, com uma alimentação balanceada e a prática de atividades físicas regulares.

Osteoporose

O que é?
A osteoporose é uma doença na qual ocorre a diminuição da densidade óssea no corpo. Com isso, o osso fica mais frágil, aumentando o risco de fraturas.
As causas da doença podem envolver fatores genéticos, nutricionais e hormonais (menopausa), estilos de vida, além da ocorrência de outras doenças que comprometam os ossos ou o uso de certos medicamentos.

A maioria dos portadores de osteoporose é assintomática. Quando presentes, os sintomas mais comuns da osteoporose são as dores da nas articulações e nos ossos. A doença pode se instalar em qualquer pessoa, mas existem alguns grupos com maior risco de desenvolver osteoporose:
1) pessoas que já sofreram múltiplas fraturas e mulheres que, na juventude, passaram períodos sem menstruar;
2) indivíduos com maus hábitos, que geralmente fumam, bebem muito e não praticam exercícios e
3) pessoas que consumiram pouco leite e derivados (cálcio) na fase de crescimento;
4) pacientes que fizeram uso de cortisona, hormônios da tireóide, anticonvulsivantes e imunossupressores depois de transplantes;
5) diabéticos ou pacientes que sofrem de insuficiência renal, cirrose ou hipertireoidismo;
6) pessoas em tratamento de osteoporose, reposição hormonal ou em fase de uso de medicamentos como o alendronato, calcitonina, ipriflavona, cálcio e vitamina D.

Como tratar?
O tratamento da osteoporose visa controlar a doença e não curá-la. Os objetivos principais são controlar a dor, retardar ou interromper a perda óssea e prevenir fraturas. São diversas as opções de tratamento, como medicações específicas, reposição de estrogênio, suplementação de cálcio e vitamina D. A escolha do melhor tratamento depende de cada caso e das causas da osteoporose.
Além de tratar, é essencial prevenir a doença. A prevenção tem inicio na infância, por meio da formação de uma boa massa óssea, com a ingestão de laticínios ou alimentos ricos em cálcio, como brócolis, espinafre e peixes.

Dislipidemia

O que é?
A Dislipidemia é uma condição relacionada ao aumento de lipídios (gorduras) no sangue. O colesterol e triglicérides são algumas destas gorduras que, quando têm níveis elevados na corrente sanguínea, podem ocasionar o aparecimento da arteriosclerose, ou o depósito de placas de gordura.

As dislipidemias tem duas causas principais:
• Dislipidemias primárias: têm origem genética. No entanto, os maus hábitos do dia a dia (sedentarismo e a má alimentação) podem desencadear seu surgimento.
• Dislipidemias secundárias: são originarias de outras doenças, como diabetes mellitus, obesidade, hipotireoidismo, insuficiência renal, síndrome nefrótica, doenças das vias biliares, síndrome de Cushing, anorexia nervosa e bulimia , entre outras. Pode também estar associada ao uso de medicamentos, como diuréticos em elevadas doses, β-bloqueadores, medicamentos de tratamento de acne, terapia de resolução hormonal, anticoncepcional oral, entre outros.

Como tratar?
O tratamento desta condição pode ser feito via medicação, com remédios que visam reduzir o LDL-C (“colesterol ruim”). No entanto, para que o tratamento seja eficaz, é imprescindível que o paciente mude os hábitos alimentares e pratique exercícios físicos regularmente.

A terapia nutricional se faz necessária para evitar o consumo excessivo de gordura e o conseqüente acúmulo de lipídios nas paredes vasculares. Algumas recomendações alimentares são: diminuir a quantidade de alimentos de origem animal, maior ingestão de alimentos com Ômega-3 (peixes de água fria e óleos de soja e canola) e ingestão de vegetais e fibras solúveis. Além disso, a prática regular de exercícios físicos previne a formação das placas de gordura, melhora a condição cardiovascular e diminui a obesidade e o estresse.