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Gestação e Tireoide – O que você precisa saber?

8 de dezembro de 2020

A tireoide

A tireoide é uma glândula localizada na parte frontal do pescoço, responsável pela produção de hormônios que regulam o metabolismo do corpo. Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Assim, a Tireoide interfere em diferentes processos, como na regulação dos ciclos menstruais, o crescimento e desenvolvimento das crianças, no controle do metabolismo e do peso,  na memória, concentração e no humor.

Por esses e outros motivos, é de extrema importância que esta glândula esteja em adequado funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo.

 

O que muda na Tireoide durante a gestação?

Durante a gestação, o organismo passa a exigir mais da tireoide da mulher, já que além de favorecer a fecundação, essa glândula também é importante para ajudar a “segurar” o embrião no útero durante os primeiros meses. No entanto, infelizmente, os exames de tireoide ainda são pouco solicitados para as mulheres que desejam engravidar, fazendo com que a paciente não se atente para possíveis desequilíbrios que podem prejudicar a futura gestação.

 

O hipotireoidismo na gestação

Você sabia que, durante uma gravidez, a tireoide precisa fabricar até 50% mais hormônio para conseguir suprir tanto a produção hormonal da mãe como do bebê? Por isso, quando essa glândula não está em correto funcionamento, pode haver maior risco de aborto espontâneo e de parto prematuro. O hipotireoidismo, em que há a menor produtividade da tireoide, também está associado ao aumento do risco de hemorragia pós-parto, hipertensão gestacional, anemia e descolamento de placenta. E não para por aí: as mães que sofrem com algum tipo de infertilidade e têm hipotireoidismo – sem tratamento – podem reduzir as chances de sucesso em tratamentos da medicina reprodutiva, como a Fertilização in Vitro.

É possível prevenir as alterações na Tireoide durante a gravidez?

Sim. Quando a mulher realiza o diagnóstico precoce da carência dos hormônios da tireoide antes mesmo de engravidar, ou durante o pré-natal, é possível fazer a correção hormonal por meio de medicamentos específicos, com a prescrição e o acompanhamento de um endocrinologista. O ideal é que toda mulher que planeja uma gravidez faça esses exames e, se for o caso, controle a doença antes de engravidar, diminuindo o risco de complicações.

 

Só descobri que tenho Hipertireoidismo quando estava grávida… e agora?

Apesar de não ser o ideal, mesmo quando a mulher descobre o problema já durante a gravidez é possível realizar o tratamento e reverter os prognósticos ruins. Ao tratar a condição, consegue-se reduzir muito o risco de aborto espontâneo e de parto prematuro em mulheres.

 

Exame de tireoide antes de engravidar: quem deve fazer?

Os exames de Tireoide ainda não são obrigatórios para as mulheres que desejam engravidar. Apesar da comunidade de Endocrinologistas acreditarem nos benefícios do exame prévio, no Brasil a recomendação é que apenas mulheres com alto risco para o hipotireoidismo se submetam ao exame, ou seja, aquelas com histórico familiar para a doença ou que já tenham alguma outra doença autoimune. O exame capaz de identificar o hipotireoidismo mede os níveis de T4 livre no sangue e também do TSH, o hormônio estimulante da tireoide. O TSH impulsiona a glândula a produzir T3 e T4. Quando as taxas desses hormônios estão normais, eles inibem o TSH. Por isso, se esse hormônio estiver muito alto, é sinal de que a glândula não está liberando o T3 e o T4 como deveria.

 

5 fatos que você precisa saber sobre tireoide e gestação – Fonte: SBEM

 

  1. A avaliação do hormônio TSH deve ser o primeiro exame a ser realizado pela gestante. É ele que vai avaliar qual o risco da gestante evoluir para uma disfunção tireoidiana ou diagnosticar um problema que ela já possa ter. Em disfunções mais discretas a recomendação é que se repita o TSH. Lembrando que é normal a gestante apresentar um TSH um pouco mais baixo. 
  2. Quando a glândula da tireoide não funciona corretamente pode trazer sérios problemas durante a gestação. Na gestante, pode contribuir para o aumento de sangramentos, abortos prematuros, além de hipertensão. Já com relação ao bebê, pode causar problemas mentais, déficit cognitivo e aparecimento de bócio. 
  3. O hipotireoidismo e o hipertireoidismo podem ser fatores para infertilidade. Toda mulher que está tentando engravidar precisa ter os hormônios da tireoide avaliados. 
  4. A adesão ao tratamento é muito importante para mãe e para o bebê. A ingestão do hormônio tireoidiano é diária e a dose pode ser ajustada de acordo com a evolução da gravidez. É normal que a dose estipulada no início seja alterada e, durante o primeiro trimestre, o monitoramento do hormônio é frequente. 
  5. Mesmo após o parto, a mulher não deve abandonar o tratamento se ainda apresentar o problema. É importante ressaltar que o hormônio tireoidiano não faz nenhum mal ao bebê. Com isso, a mãe pode continuar com a amamentação sem problemas.

 

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