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Insulina Inalável: Conheça as vantagens e as desvantagens

24 de novembro de 2020

 

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, e tem como função metabolizar a glicose (açúcar no sangue) para produção de energia corporal. 

Em pacientes com qualquer disfunção na produção de insulina, em que haja pouca ou nenhuma produção deste hormônio – como nos casos de Diabetes – é fundamental fazer a sua reposição.

 

Quais são os tipos de insulina para o tratamento da Diabetes?

 

Atualmente, existem diversos tipos de insulina para o tratamento de Diabetes. De forma geral, as insulinas disponíveis se diferenciam por dois fatores principais:

  1. Pelo tempo em que ficam ativas no corpo;
  2. Pelo tempo que levam para começar a agir;

É importante dizer que o tratamento com a insulina deve ser totalmente individualizado, ou seja, se ajustar ao estilo de vida e às necessidades de cada paciente. Por isso, a indicação do Endocrinologista e o acompanhamento médico é essencial para o sucesso do tratamento.

A forma de aplicação das insulinas atuais é injetável, por meio de bomba de infusão contínua, seringa ou de canetas de aplicação , que podem ser permanentes ou descartáveis. 

 

A modernidade da insulina inalável

Uma boa notícia para os pacientes diabéticos é a liberação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), das insulinas inaláveis, que não precisam ser injetadas para surtirem efeito. A alternativa terapêutica foi aprovada no mês passado (em junho de 2019), mas ainda não tem data prevista no Brasil para comercialização. 

A nova insulina, chamada Afrezza®, é comercializada em pó, com três tipos diferentes de dosagem. Por meio de um inalador, o paciente encaixa um cartucho e faz a aspiração do pó, que é levado ao pulmão e absorvido pela corrente sanguínea, para reduzir os níveis de glicemia.

 

A Insulina inalável substitui a injetável?

Infelizmente não. É FUNDAMENTAL que os pacientes entendam que a insulina inalável não é indicada em todos os casos e nem sempre irá substituir todas as injeções. Pacientes com problemas pulmonares como asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e fibrose pulmonar, além de fumantes, não podem utilizar esse tipo de insulina. Além disso, o uso também não é recomendado a menores de 18 anos, já que o produto não foi estudado em pacientes desta faixa etária.

Em contrapartida, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a insulina inalável tem como benefício a ação mais rápida do que a insulina administrada de forma subcutânea, podendo ser absorvida pela pele entre 30 a 40 minutos, com seu efeito de duração até 5 horas. 

 

Os prós e contras – Fonte: SBEM

Prós:

  • Reduz número de injeções;
  • Mais fácil de armazenar e transportar (não exige refrigeração);
  • Fácil manuseio: basta inserir cartucho com insulina em pós em um inalador;
  • Formato que cabe na palma da mão;
  • Ganho na qualidade de vida: favorece a aplicação numa ocasião social, por exemplo, além de reduzir número de picadas.

Contras:

  • Não substitui todas as aplicações diárias;
  • Não é recomendada para menores de 18 anos;
  • Há restrições para pacientes com problemas pulmonares (fumantes, asmáticos);
  • Há menos opções para titulação da dosagem.

 

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